Na Comunidade Católica Shalom, eu me tornei amigo de Santa Teresinha do Menino Jesus. Esta santa é Doutora da Igreja na ciência do amor, isto é, a Igreja ensina que, se você quiser aprender a amar, conheça Santa Teresinha, sua vida e seus ensinamentos.
Mas, quem me apresentou a Santa Teresinha não foi o Shalom, foi minha mãe, Maria Evania! Mamãe, desde sua infância, era muito amiga de Teresinha. Com ela, Mamãe aprendeu (e viveu) que “quem ama não sabe calcular”... Minha mãe não tinha limites no seu amor e na sua doação: tudo o que ela tinha era pra dar, e não guardava nada para si. Quantas vezes, eu a vi comprando uma pulseira ou um sapato para si, e, quando minhas irmãs viam e gostavam, ela lhes dava de presente, e dizia que, depois, compraria outra... Isso não era apenas com a família; Mamãe era muito “pródiga” na caridade para com todos (ela ajudava muitas pessoas, e nós só soubemos depois de sua morte, quando estas nos procuraram para nos dizer). Mamãe entendeu que a pobreza evangélica não está no quanto eu tenho, mas no quanto eu dou...
Também com Teresinha, Mamãe aprendeu que a santidade não está nos grandes atos de sacrifícios, mas nos pequenos atos de amor, em fazer pequenas contrariedades à própria vontade. Mamãe, há muitos anos, acordava às três horas da manhã (na melhor hora do sono!) para rezar o terço, e depois voltava a dormir, para acordar às 06:30h... Ela fazia isso, inclusive, nos fins de semana.
Mamãe nunca guardou rancor de ninguém: perdoava e ajudava a muitas pessoas que lhe injuriaram e que não gostavam dela. Eu mesmo cheguei a dizer que não era necessário ir além do que ela já havia feito, mas ela sempre dizia que todos merecem não apenas uma segunda chance, mas uma terceira, uma quarta, uma quinta... Mamãe sabia perdoar “setenta vezes sete” (Mateus 18, 22)
Ela sempre foi louca de amor por Jesus e sabia que a santidade era a veste nupcial para o doce encontro. Mamãe não pretendia ser a mais amada de Jesus, mas, como Teresinha, ela queria ser aquela que mais O amou... Quando era mocinha, escreveu, com o próprio sangue, em seu diário: “quero ser santa!”, e desejou ser freira, mas mais do que satisfazer o seu desejo, ela queria fazer a vontade de Deus, que tinha outros planos para ela (mas essa é uma outra história)... Mamãe sempre amou muito Papai (afetivamente e efetivamente), mas Jesus sempre foi o seu primeiro amor! É por isso que sou muito grato a Deus, que, por muitas vezes, adiou o Seu encontro definitivo com Mamãe... Ele não fez isso para melhor prepará-la, mas para que ela nos ajudasse a nos preparar... Bendito seja Deus!
Obrigado por Mamãe! Obrigado por Teresinha! Obrigado por tão imenso e incomparável amor! Dá-nos, Senhor, um coração como o de Mamãe e o de Teresinha: loucamente apaixonado por Ti, pela vida, pela família, pelo Céu!!!

